Esse final de semana eu fui para a casa da sogra. Dessa vez para sentir o gostinho do calor que estou para sentir quando estiver por lá nas férias e enfim pagar minha língua aos meus amigos do twitter que sempre digo que aqui, em Viçosa, é incrivelmente fresco quando alguém reclama do calor insuportável das grandes cidades.
Muito calor. Minha mãe, como pode ficar tão quente dentro de uma casa? Mas também eu até entendo um pouco. Às vezes esqueço que em Fortaleza é muito quente também, mas acredito que não tão quente quanto na terra natal do meu namorado, apesar dos princípios de se aquecer uma casa como um forno são os mesmos: um céu azul, limpo, sem nenhuma nuvenzinha sequer para fazer sombra, fazendo Sol o dia inteiro, aquecendo a casa, fazendo com que as paredes pareçam com um forno. Nada mais normal do que se sentir um pernil sendo assado, não é verdade?
Sei que ventilador não deu conta do recado. O ar-condicionado enganou um pouco, mas somente quando as pessoas se tocaram que eu estava morrendo e pararam de abrir e fechar a porta. Só para imaginarem meu drama, teve uma hora que a sogra entrou, deixou a porta aberta e abriu a porta da varanda, fazendo todo meu ar relativamente fresco ir embora entre meus dedos, somente para pendurar uma bandeira do Vasco na sacada. A parte mais frustrante foi constatar que não havia prego nem nada na casa que fizesse a bandeira ficar pendurada lá.
Tirando essa parte da varanda, eu não entrei em contato com o Sol nenhuma vez durante o final de semana. Somente na chegada, sábado de manhã, e na saída, segunda de manhã, o que foi o suficiente. E por causa disso e de outras coisas eu não tirei nenhuma foto para mostrar o quanto a cidade parecia estar quente. Sim, o calor era palpável.
Na viagem de volta para casa acho que foi o meu maior drama. Primeiro porque havia uma pessoa a mais no carro e por isso não pude me deitar como sempre faço. Quando chegamos em Minas, finalmente, eu já estava com o estomago completamente embrulhado. Eu já devo ter comentado como eu não fui feita para viajar de carro, mas nunca descrevi como é horrível. Então fizemos uma parada e comprei um remédio para enjôo, mas que na realidade era para dormir. Acabei não dormindo, eu e meu Cônjuge assistimos Glee pelo laptop para distrair um pouco. O calor dentro do carro estava insuportável, pelo menos no banco de trás. O ar-condicionado foi ligado, mas a pessoa a mais no carro que estava do meu lado burramente não fechava a janela e todo o ar quente do lado de fora entrava pra dentro do carro. Quando chegamos, ao entrar no prédio ficou fresco, imediatamente, e aqui nem tem ar-condicionado!
Primeira coisa que fiz foi tomar um banho bem gelado. Muito gelado, daqueles banhos que você não toma, a não numa situação como essa.
Foi o banho mais refrescante que me lembro de ter tomado em minha vida. De verdade. Depois vesti uma roupa fresca e deitei na cama com o ventilador ligado. Simplesmente fiquei gelada! Foi amável! E enfim o remédio fez efeito. Eu nunca tinha tomado remédio para dormir na vida, e esse me amarrou na cama de modo inexplicável. Dormi por oito horas seguidas, levantei, comi uma tigelinha de cereal, deitei na rede, cochilei e meu Cônjuge me levou para cama de novo onde eu dormi mais oito horas. Sim, assustador, mas é verdade. Decidi que da próxima vez que eu quiser dormir/não ficar enjoada na viagem eu vou tomar o remédio com três horas de antecedência e somente a metade dele.