As últimas

Um momento. Você conhece aquela história de “você vai ferir os sentimentos de alguém se escrever isso”? Todos já sabem, mas não custa enfatizar: eu tou peidando pra isso! E quer saber mais? Se acontecer de eu chatear principalmente alguém que eu faço questão de não gostar melhor ainda! Eu sou má, sem sentimentos e indiscutivelmente rancorosa. Disso eu sei bem. Então mais uma vez: eu não vou me reprimir ao escrever no meu blog, no meu twitter, em qualquer outro lugar que seja, para poupar sentimentos alheio. Fodam-se todos aqueles que “ficaram muito chateados” com seja lá o que eu escrevi! :D

Não vou me exautar, vou deixar como esta. E se aqueles que “ficaram muito chateados” voltarem a ler por aqui, já dei meu parecer sobre o suposto assunto que eu, definitivamente, não aguento mais escutar.

Então. Essa semana eu me pus a procurar um apê de um quarto para morar somente eu e meu namorado, já que hoje estamos morando com dois amigos da faculdade [e cidade] dele. O motivo da mudança, além do óbvio, é que um desses amigos está se formando esse semestre; então, achamos melhor viver somente nós dois. Fomos em quatro imobiliárias, vimos cerca de dez apartamentos e acabamos escolhendo um que daqui do prédio mesmo. A mudança vai acontecer no final desse mês.

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Por conta de outras coisas, essa semana eu também dei uma pausa na leitura, mas pelo meu tempo aqui em Viçosa estar bastante livre para mim, eu me permiti ler três livros ao mesmo tempo. Na realidade, um deles [José Saramago] é uma leitura que faço junto com o namorado, uma vez ou outra, quando não dormimos logo, ou quando não passamos a madrugada online vendo blogs e outras coisas. Outro é o terceiro livro da saga Twilight, que finalmente eu consegui comprar. E por fim, o maior, é do Ken Follett, que ganhei [pedi] do namorado.

Esse sábado vou me dedicar a limpar esse quarto, que mais uma vez esta uma zona, fazer a mala para a viagem, pois estamos indo passar as férias de julho na casa dos pais dele, e depois sentar aqui e terminar de escrever todas as aulas de Hogwarts, que estão todas atrasadas rs


04.07.2009 | random

Twitter Updates da semana

29.06.2009 | random

Sequestrada

Oi pessoal (quem me conhece sabe a tonalidade kawaii com que isso deve ser lido rs)! Para a alegria de todos, ou da maioria, eu não morri. Não se assustem com o título. Eu não fui necessariamente sequestrada. Até porque, não é sequestrada aquela pessoa que quer ir junto com o sequestrador. Esses últimos dias eu não pude escrever. Não foi porque eu não tinha o que escrever, ou porque eu não consegui sentar aqui e contar as novidades; na realidade, simplesmente não tive tempo mesmo. Quando chegava em casa, eu só pedia cama e algumas horas de sono. Maaas, nesse momento, estou sozinha e absolutamente sem nada o que fazer de muito importante, já que terminei de arrumar esse quarto; assim, devo aqui registrar meus últimos dias. Então, vá buscar um copo de coca e um salgadinho, pois o post será deveras comprido.

Bem, eu não cheguei a comentar por aqui, mas bastante gente já sabia; como havia outras que precisavam saber, eu não achei certo publicar aqui no blog antes de contar para essas o que estou prestes a dizer. Mas agora está tudo certo, tudo foi feito e não tenho mais nenhum motivo para não contar as novidades.

Sem mais delongas, eu estou morando em Minas Gerais desde segunda-feira dia 15 (comecei a escrever esse post dia 17 e só terminei hoje dia 26, logo não estranhem se algumas coisas parecerem, como diz meu sequestrador, anacrônicas). Já estive no Espirito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo (apenas de passagem) e por aqui vou ficar até julho, eu acho.

Tudo começou no dia seguinte do meu último dia na empresa onde eu trabalhava. Foi na quarta-feira. Eu sai de casa oito horas da manhã e fui bater perna no centro, para comprar tudo, ou parte do tudo, que faltava para a tão esperada viagem e resolver, enfim, o lance do aluguel da outra casa para onde eu queria que minha mãe e meu irmão se mudassem. Acho que nunca andei tanto na minha vida. No centro, pela manhã, comprei parte do que eu havia planejado. No começo havia esperado já estar com a chave da nova casa, mas dei um passo errado e acabei ficando com as mãos abanando. Estava na fila do banco ligando pela vigésima quinta vez para o cara da casa quando a mulher dele atendeu e marcou comigo às quatorze horas para fechar o contrato. Do centro fui para a empresa almoçar com minhas amigas e enfim me despedir do pessoal de lá. Da empresa para a casa do cara do aluguel, que não estava lá por sinal; fiquei super de cara, já pensando que dali pra frente seria uma sucessão de erros no dia.

De lá para o centro novamente. Eu tinha que comprar a mala, mesmo sem a chave da outra casa. Meu sequestrador chegaria no outro dia de manhã, e pelo menos a mala eu tinha que ter pronta. Me pus a andar novamente. Liguei para o Thiago e depois para a Driu, perguntando se eu podia deixar a minha nova mala na casa de um dos dois, mas o Thiago foi me acudir no centro com uma outra solução. Junto dele, depois de eu esperar horas na lanchonete Bebelu, atrás do Mc’Donalds, do lado da Marisa, veio a Dani vestida como a Lady GaGa(?). Certo. Eu não conhecia essa Dani. Mas ela é tão, como poderia dizer, doidinha, que ficamos amicíssimas rápido; não que eu me considere uma pessoa doida que se relaciona bem com outras pessoas doidas, ao contrario, perto dela me senti uma pessoa completamente ajuizada. Conversamos, não tomamos sorvete como eu esperava e partimos, quase sem pagar a conta, em direção a casa da Dani; que morava ali no centro mesmo e que gentilmente abrigou minha mala por uma noite. A mãe da Dani me recebeu super bem, super fofíssima e me ofereceu um sonho, que estava uma delícia.

Me despedi do Thiago, com muita saudade. Agradeci a Dani, marquei o endereço dela na cabeça e parti para a parada de ônibus, o qual esperei por quase uma hora até desistir e tentar pegar um outro ônibus em outra rua. Deu certo. Recebi uma ligação do cara da casa nova e fui direto para lá. Deu certo. Sai de lá com a chave.

Hun… vou pular os detalhes das confusões da minha antiga casa, nem vale mais a pena lembrar como sempre qualquer coisa era bastante complicado. Na quinta-feira, as seis da manhã, meu sequestrador me liga dizendo que está na cidade. rs Mandei ele ir dormir e ir me ver as nove e meia.

Por um milagre, as nove e meia eu estava pronta, saindo de casa, me dirigindo a nova casa, para dar uma olhada na situação dela e esperar meu então sequestrador. Dez horas e eu estava desesperada ligando, mandando mensagens, querendo saber do porque que ele ainda não havia dado sinal de vida. Na realidade, ele estava preso na casa do Daniel (karma), amigo da família dele, pois o cara estava morto na cama.

Combinamos que eu iria para um lugar próximo (Pão de Açúcar) da casa desse Daniel e esperar por ele lá. Hun. Queria chegar logo, então fui de moto-táxi, e em 15 minutos eu já estava la. Fiquei tão nervosa. Cada segundo durava uma eternidade. Eu fiquei perto da entrada do supermercado olhando para todos os carros que entravam no estacionamento. Não. Esse não tem passageiro. Não. Esse é uma mulher. Não. Esse não é ele. Entrei no supermercado, olhei ao redor e peguei um dos encartes, folheei, peguei outro, folheei, dobrei, fiz um conezinho, fui dobrando como se estivesse espremendo roupa antes de estendê-la no varal. Voltei pra entrada. Outro carro Travei minha respiração. Eu sou tão cega, não confio muito no que meus olhos veem, mas me pareceu ser ele no banco do passageiro; o carro passou reto e eu fiquei meio desolada; meus olhos me enganaram mais uma vez? Esperei. Olhei para onde o carro foi. Nada. Suspirei e voltei pra dentro do supermercado, não passou meio segundo e sai de novo.

Lá estava ele. Era ele? Parecia ser ele. Andando devagar em minha direção. Eu sou bastante cega. Não consigo ver o rosto das pessoas de longe, mas as reconheço por algum fator, normalmente é o jeito de andar, mas eu nunca tinha visto ele caminhar, então não sabia como ele caminhava, não tinha certeza se era ele. Continuei olhando, esperando ele fazer alguma coisa que fizesse eu reconhecer. Até que ele sorriu. Era mesmo ele. Sorri de volta. Ele continuou caminhando lentamente e no meio do caminho ele fez sinal para que eu chegasse mais perto. Não fui devagar como ele estava vindo. Cheguei, sorri e abracei.

Sim. Eu abracei e ali fiquei, aninhada nos seus braços fortes (ohgod rs). Enfim em casa.

Minhas primeiras impressões? Bem, nada menos do que eu imaginava. Ele é cheiroso, gentil e romântico. E não é coisa de “primeiro dia”, porque até o momento considero ele cheiroso, gentil e romântico, e também muito engraçado, mais do que eu imaginava; se ele quiser, a qualquer momento, ele consegue fazer eu rir. Caminhamos pelo supermercado, compramos lâmpadas e outras coisinhas para a casa nova. Eu sei, nada romântico rs mas para mim foi ótimo.

Na quinta caminhamos, fomos pro centro, pegamos a mala na casa da Dani, lanchamos, comemos pastel, fomos para a casa nova, compramos mais coisas para a viagem, almoçamos, nos encontramos com a Hane e mais tarde com a Driu no Dragão do Mar (o famoso Dragão do Mar), namoramos, compramos uma corujinha (que eu esqueci na casa dos pais dele), ganhei uma corujinha da Driu (com o nome de Edwiges, a Ed), não tudo necessariamente nessa ordem. Cheguei em casa 22h. Problema. Os problemas da minha antiga casa combinamos pular, né?

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Hane, Driu, Alan e eu no Dragão do Mar, Fortaleza CE.

Sexta-feira. Dia de terminar de arrumar tudo, fazer a mala e pegar o avião. Nove horas da manhã fui com minha mãe na casa nova apresentar o meu sequestrador para ela, porque ele achou melhor dormir por lá, já que na noite anterior eu poderia ter problemas na antiga casa e ele queria ficar perto (L). Claro que levamos uma senhora bronca, fomos chamados de irresponsáveis e desajuizados, mas como esse tratamento já vem se tornando cotidiano, então considerei que tudo correu bem.

Depois de ir no Pão de Açúcar (outro), tomar café da manhã e comprar balde, vassoura e rodo, entre outras coisas, para a casa nova rs fomos na casa do Daniel buscar a tal mala com as roupas do meu sequestrador. Antes de sairmos do prédio para bater perna no sol atrás de um lugar para comer (porque já era mais de meio dia) a suposta caixa de roupa suja era na verdade a caixa com os presentes de dia dos namorados (L). O dia foi bem corrido depois disso, tudo que a gente não tinha era tempo.

Certo, casa nova com o chão lavado, luzes postas e torneiras nos seus lugares… faltava fazer a mala e correr para o aeroporto. Eu nunca fiz uma mala tão mal-feita como aquela, e acabei esquecendo bastante coisa que eu deveria trazer. Mas enfim, nós chegamos lá conforme nos foi instruído, com meia hora de antecedência, mas quem nos diz que conseguimos fazer o check-in? As pessoas que estavam em stand-by preencheram nossas vagas e nós ficamos a ver navios.. bem, nesse caso, aviões… O Alan, meu sequestrador, fez mó confusão, é claro, já que desde que ele saiu de Vitória ES, não havia pegado nenhum avião que havia planejado.

A companhia aérea pagou um hotel para nós na Praia do Futuro, mas antes disso passamos no shopping Iguatemi para comer e dar uma volta, depois que passamos meia hora na parada de ônibus em frente ao aeroporto e não conseguimos pegar nenhum ônibus já que as duas pessoas são desprovidas de uma visão razoável, desistimos e fomos para o shopping em um táxi.

Caramba, sábado, e eu ainda estava em Fortaleza. Nosso próximo voo seria as 10h Acordamos, tomamos café e chamamos um táxi. Enquanto comíamos bolo e bebíamos suco de acerola tocou uma música que fez os olhos do meu amor encher de água. Hun, ele é meio emotivo que nem eu, a música em questão era uma que sua bisavó [já falecida] cantava para ele quando ele era menino, e ele meio que ficou com saudade (L) É uma cantiga, na verdade, mas se tornou tão importante, para mim e para ele, que quando chegamos aqui em casa ele só se acalmou depois que conseguiu baixá-la. Segue a letra, da versão que tocou no hotel, vejam como é bonitinha:

Um Dia Desses
Adriana Calcanhotto

De tanto me perder de andar sem sono.
Por essa noite sem nenhum destino.
Por essa noite escura em que abandono,
os sonhos do meu tempo de menino.
De tanto não poder mais ter saudade,
de tudo que já tive e já perdi.
Dona menina eu me resolvo agora ir me embora pra bem longe daqui.
Um dia desses eu me caso com você
Você vai ver, ai ai, você vai ver
Um dia desses de manhã com padre e pompa você vai ver como eu me caso com você.

Meu pobre coração não vale nada.
Anda perdido não tem solução,
mas se você quiser ser minha namorada
vamos tentar, não custa nada.
Até pode dar certo, ai ai.
E se não der certo eu pego um avião,
Vou pra Xangai e nunca mais eu volto pra te ver.
Um dia desses eu me caso com você
Você vai ver, ai ai, você vai ver
Um dia desses de manhã com padre e pompa você vai ver como eu me caso com você.
Um dia desses eu me caso com você
Você vai ver, você vai ver
Um dia desses de manhã com padre e pompa você vai ver como eu
Me caso com você.

Ainda tava cedo, e ele insistiu em passarmos em um salão para eu poder fazer as unhas e o cabelo, exigências da sogra rs. Enquanto eu estava lá, sendo maltratada, tendo pedaços dos dedos cortados e jorrando sangue até não poder mais, ele foi no aeroporto para poder fazer o check-in, chegando, acredito eu, com uma hora de antecedência. Assim que eu terminei, peguei um táxi e fui pra lá. Ele estava puto. Haviam preenchido nossas vagas novamente. Andamos um pouco até ele ficar menos irritado. O voo foi remarcado para as 16h Decidimos que não sairíamos do aeroporto até lá, já que (1) não daríamos mais chances de não fazer o check-in, (2) não tínhamos para onde ir e (3) estavamos completamente sem grana. Fomos para o deck de observação e acabamos que nos esticamos e dormimos por lá mesmo. Acordamos para o almoço e comemos pastel de novo lá mesmo no aeroporto logo depois, 13h30 fizemos o maldito check-in.

Deu certo dessa vez. 16h estávamos dentro do avião e, para o meu alivio, estava dizendo adeus Fortaleza. Por um momento, juro pra você, pensei que nunca conseguiria sair daquela cidade. Todo mundo aqui sabe que eu nunca fui fã de lá. E só vivia porque, enfim, ainda não havia encontrado outro lar para mim. Os problemas da minha casa eu deixei pra minha mãe e pro meu irmão. O que eu podia fazer eu fiz. Já não cabia mais a mim viver daquela forma e eu sei que os dois, em breve, poderão viver em paz finalmente.

O voo foi terrível. Fomos para Guarulhos SP e eu estava simplesmente sendo torturada pela minha cólica. Falamos com a aeromoça e ela havia nos garantido que alguém me medicaria assim que descemos, mas não, e não tivemos oportunidade de ir em uma farmácia, pois poderíamos perder a conexão do voo para Vitória ES. Tudo bem, fui morrendo mesmo assim. No pouso em Vitória eu estava perto de desmaiar, verdade, mas meu namorado tem uma lente interna no olho esquerdo, e a diferença de pressão mais uma forte gripe fez ele passar muito mal. E quem disse que eu me importei com cólica na hora de acudir ele? Fui bravamente corajosa, salvei ele, peguei as malas e nos guiei para fora na esperança de alguém conhecido dele nos reconhecer.

Até ai ele já tava melhor, só ficou surdo, também por causa de pressão. Pessoa que nunca andou de avião é osso aheiuae. O motorista veio nos pegar. Passamos finalmente em uma farmácia e ai eu fiquei chapada. Uma mistura de dor, tontura e alivio. Quando me dei conta eu tava no banco da frente, dentro de uma neblina forte, sonhando que estava no avião e ele estava caindo (?) Eu sei… Chegamos na casa dos pais dele às 3h Foi um oi oi, prazer, comi pizza gelada e depois morri na cama do quarto dele sem ele, mas antes ele trouxe pastel pra eu comer, acho que estamos viciados nisso.

Domingo correu tudo bem, foi mais um dia de conhecer a família. Eu fiquei meio preocupada, porque sabia que as primas dele não gostavam de mim, mesmo sem saber meu nome. A tarde, quando eu fiquei deitada, bastante chateada, esperando o tempo passar, eu fiquei irritada comigo mesma por pensar que deveria dançar conforme a música para agradar os outros. Eu nunca fui disso, porque tinha que ser naquele momento? Agir e falar coisas somente para ganhar a graça de algumas adolescentes? Me poupe, Emília… Fiquei irritada de verdade. Sabia que das cinco primas, duas me odiavam… Uma tem dez anos, pensei “qualquer coisa nada que um chute nos peitos não faça ela voar pro outro lado da sala”. A outra dezessete. Ela é maior que eu e mais bonita. Suspirei e conclui que nada que uma voadora nos peitos também não resolveria (6).

A noite foi a festa de aniversário da sogra, temática: festa junina. Acredite se quiser, somente essa pessoa que te escreve estava a caráter. Se foi proposital, de sacanagem, ou não, eu não sei, e acho que nunca vou ficar sabendo, mas lá estava eu, de bota salto alto, tipo mulher maravilha, vestido listrado rosa com roxo, trancinha e com pintas no rosto, pronta para conhecer o resto da família. Fui bem tratada e destratada, comi e conversei bastante com duas primas dele. No final do dia fomos fazer compras para o mês aqui em Viçosa.

Agora imaginem só, eu, vestida de caipira, morrendo de dor nos pés por causa da bota, de vestido, fazendo compras. Nunca, né? E adivinhem o que eu fiz… A coisa mais óbvia que se deve ser feito nessa hora: entrar no carrinho de supermercado, deitar nele e dizer vamos meu amor, faça as compras em mim. E acreditem, eu nem havia bebido.

Hun, em resumo foi isso. Na segunda-feira a tarde viajamos de carro para cá e comemos pastel no caminho (L). E cá estou há duas semanas. Feliz.


26.06.2009 | daily, love

Twitter Updates da semana

08.06.2009 | random

Pós-tempestades antes dos furacões

Só de pensar que o pior ainda está por vim me da um frio na espinha e me tira logo o sono. Eu ainda vou ter que enfrentar mais alguns furacões antes de, enfim, viver a calmaria. Pensando dessa maneira, até que enfrentar as tempestades foi uma moleza até o momento. Não desmerecendo os amigos, mas tem amores muito mais furiosos que no momento me enchem de medo.

Hun, é complicado reagir a decepção daqueles que você ama; e ser taxada louca e irresponsável por toda a sociedade do planeta, na realidade, não é meu hobbie preferido, mas estou praticando bastante ele nos últimos 2 meses, e se continuar dessa maneira, eu mesma vou acabar acreditando nisso.

Hoje estou vivendo a decepção de todos aqueles ao meu redor, mas isso não é o suficiente para me fazer desistir de nada o que está ao meu alcance. É uma mudança brusca na minha realidade? Sem dúvidas. E eu não poderia imaginar que pudesse fazer isso entre flores, lágrimas de saudade e abraços de boas saudações. Talvez, até o momento, eu esteja vivendo isso de uma forma melhor do que eu deveria mesmo viver.

Mesmo eu insistindo em ter medo, eu sei que agora não tenho mais medos a enfrentar. Tenho que gravar na cabeça os momentos e as músicas que vão me ajudar a encarar os furacões e simplesmente dar a cara a tapa.

Eu não crio expectativas com relação a calmaria. Vocês sabem que eu não sou de criar expectativas. E por isso mesmo eu sei que vai ser tudo ótimo. Até porque, pelo menos para mim, expectativas fazem fazer o que é perfeito nem ser tão perfeito assim. Problemas todo mundo tem. Impossível viver sem eles. Mas não vou mais ser submetida ao estilo de vida que eu sou aqui e isso para mim já é o suficiente para viver um feliz para sempre.


02.06.2009 | desabafo, love

Acordo

Podem assinar aqui. E aqui também, por favor. Muito bem. Aqui estão os documentos de vocês.
Parabéns, a partir de hoje podem se considerar namorados.

E de um acordo, com cláusulas e metas, surgiu o romance. Nada de conto de fadas, nada de clichês. Também nada de muito o que entender, nem de muitos porquês. Simplesmente decidiram, com base em um sentimento confuso de ambos, que tentariam, juntos, ser felizes.

E deu certo.

Não somente certo, mas os sentimentos surpreendentemente [não é mesmo, Alan?] expandiram desgovernados, preenchendo todo o corpo num só ritmo, o qual o coração era o maestro.


31.05.2009 | love

Em três linhas

Ela estava sentada no balanço da sua árvore favorita. Lá tinha passado muito tempo após o pôr do sol, mas mesmo assim, ela continuava a se balançar tristemente; com a cabeça encostada na corda esquerda, olhou pro vazio escuro que havia se criado diante dela.

A casa atrás dela estava apagada. Ninguém havia chegado ainda. Na realidade, ela não tinha certeza se alguém voltaria naquela noite. Não sabia, exatamente, se alguém voltaria noite alguma. Naquele momento, ela se viu como uma pessoa desprovida de esperanças, o que a tornava ainda mais infeliz.

Uma brisa gélida passou. Passou como uma mão entre as mechas dos seus cabelos, agora negros, fazendo com que dançassem num ritmo de uma triste melodia. Seu pijama, que não havia tirado desde manhã, fez menção de descolar de seu corpo, mas a brisa foi momentânea. E quando passou, deixou suspiros de lamentações da tal garota.

A lua já brilhava forte no canto do céu, amarela, do seu modo cinematográfico de ser. Provavelmente era uma noite de Esbat. Mesmo assim, a noite continuava escura. Ela fechou os olhos e sentiu o brilho da lua tocar seu rosto. Não tinha o porquê de continuar ali, a mercê do frio e da escuridão. Do abandono e do esquecimento.

Ela se levantou, quase corajosamente. Só precisava atravessar o bosque para poder vê-lo. Vê-lo, ganhar um abraço que espantaria o frio, ganhar um afago nos cabelos para esquecer os problemas, ganhar um beijo nos lábios para fugir do mundo. Atravessar o bosque não parecia uma tarefa tão penosa diante de tais recompensas.

Ela passou a mão no rosto, como se daquela maneira pudesse trocar a expressão triste por uma de mais confiança, como uma máscara. Concentrou-se para manter o rosto daquela forma, e quando se certificou que não vacilaria, caminhou não muito apressada em direção ao tal bosque.

Seus pés ficavam invisíveis na grama alta. Estava descalça. A terra tocava-lhe a sola e a medida que o pé afundava em um passo, sentia a terra moldar entre os dedos. Continuou nessa inércia até sentir o calcário surgir sob os pés, machucando sua fina pele.

Entre pequenas rochas e raízes salientes das árvores, ela começou a caminhar mais lentamente para não se machucar de verdade. Mas apesar do cuidado, não foi o suficiente para que seus pés não começassem a tropeçar nas raízes à medida que adentrava no coração do bosque.

A escuridão era forte. Era impossível saber onde pisar e que caminho seguir. Questionou-se onde estava seu juízo quando decidiu atravessar o bosque naquela hora, mesmo que no segundo seguinte, reprimisse-se diante de tal pensamento. Não existia sacrifício grande o suficiente que a impedisse de vê-lo.

Seu pé direito afundou em um buraco invisível e ela acabou por perder o equilíbrio. Seu pijama ficou preso em um galho durante a queda fazendo com o que o tecido se rasgasse. Ela caiu apoiando-se sobre os joelhos e as mãos. Choramingou o machucado, mas, voltou a se levantar limpando as mãos na saia do pijama.

Arrumou o cabelo, olhou para frente e, enfim, luz. Sorriu, animada, pois, finalmente, havia chegado. Apressou o passo. Tropeçou mais algumas vezes, mas o coração batia tão forte, que os pés não eram mais motivos de dor. Apressou o passo, mas agora não cegamente.

Voltou a pisar na grama. Estava iluminado daquele lado do bosque. Era uma festa? Ela parecia um bicho que acabara de sair do mato, assustada, um pouco perdida. A luz cegou-lhe por um momento, mas quando ela voltou a ver, ele estava ali, esperando por ela.

Ela caminhou até ele.
Ele caminhou até ela.
Aproximaram-se num suplicio.

Ele tocou seu rosto.
Sua mão estava tão quente, e a pele dela estava tão fria, que ela sentiu-se queimando.
Os dedos dele deslizaram até sua nuca. E em um mesmo movimento veio o tão esperado beijo.


28.05.2009 | crônicas

Formatura da Hane

Dias e dias enrrolando para confirmar minha presença na festa. Vestido, sandália, make, são coisas que, como todo mundo já sabe, não me são muito convidativas, mas poxa vida, é a Hane. Apesar de estarmos sem nos falar tanto quanto antes, e apesar das birras, não deixa de ser a Hane; e se eu puder fazer qualquer coisa que esteja no meu alcance para fazer o dia dela um pouquinho mais feliz, eu o farei, mesmo que seja para colocar um vestido e pintar a cara.

Eu passei a semana passada enrrolando também, tinha que ir atrás de um vestido para a festa; o Alan de um lado do ouvido e minha mãe do outro, os dois pertubando meu juízo, mandando eu me apressar com relação a isso, caso contrário eu acabaria indo pra festa com um vestido azul turquesa. Mas que vontade eu tinha de fazer isso depois do trabalho, louca para ir para casa e fugir desse mar de chuva que vem caindo todos os dias aqui em Fortaleza? Na sexta à noite, eu criei um pingo de coragem e fui bater perna, mas todas as lojas de aluguel de roupa de Fortaleza (modo exagero on) estavam fechadas. Tudo bem. Sábado, dia da festa, acordei razoavelmente cedo [8h30] para ir correr atrás de um vestido, e, enfim, consegui. Era azul, mas não turquesa. Na verdade, eu fiquei em dúvida entre um preto, que me fez parecer uma doll, ou esse azul, que me deixou parecendo uma fairy. O fator desempate foi o valor. Fiquei com o azul.

Cheguei em casa 12h. Meu pai já estava brigado com minha mãe desde sexta, e estava sem falar com ela. Quando eu estava sentada na cama, arrumando meu cabelo disse a ele que horas começava a festa e que dormiria na casa da Driu, pois sairia de lá muito tarde. Nada demais, hun? Foi o suficiente para ele ficar irritadissimo comigo. Ignorei. Pintei as unhas de base, só pra não dizerem que eu não pintei, fiz a sobrancelha, escolhi a make, testei e o namorado aprovou, tirei os cabelos da perna, tomei um senhor banho gelado e 19h eu estava pronta para ir pra casa da Driu.

Ah, se fosse só isso… ser mulherzinha por um dia é uma tarefa fácil diante dos problemas que surgiram depois a festa.

Saimos de lá 21h e chegamos as 21h30. Não tinhamos os convites, mas pegariamos eles com a Hane, que como formanda deveria chegar antes de muita gente. Mas, se tratando de Hane, ela chegou 1h depois da gente. Driu e eu ficamos num sofazinho em frente ao puff conhecendo todos os convidados da festa e atrapalhando diversas fotas das formandas que insistiam em tirar fotas perto da gente. Se eu não estivesse morrendo de sono, a festa teria sido super divertida, mas foi animada o suficiente para eu ficar acordada ate as 3h sem reclamar (=

Minha mãe me ligou 6h e eu estava morta na cama da Driu. Reuni o resto de forças que eu tinha e me arrastei até a parada de onibus. Cheguei em casa, dei um oi, avisei que tinha chegado e tratei de morrer, agora na minha cama, ate meio dia.

Hun, como todos também sabem, ou deveriam saber, meu olho esquerdo é todo problematico, e desde março do ano passado ele vem tendo problemas. Como eu usei make no final de semana, ele esta ameaçando a ficar inchado novamente, mas eu já tive uma conversa com ele e estou no aguardo de ele decidir se vai ou não se revoltar contra a natureza dele. Caso sim, eu já estou com a pomada-antibiotico dele e qualquer coisa posso ficar impossibilitada de ver por algumas horas para que ele fique bem.

Fora isso, já aguentei duas tentativas do meu pai de me humilhar, primeiro ele disse que todo o dinheiro do brigadeiro, que eu vendo aqui no trabalho e usava para poder almoçar, não é mais para eu gastar e devo levar todo o dinheiro de volta para casa. Sem almoço, certo. Depois ele mandou eu sair do pc para o meu irmão usar o computador, e se ele não quisesse usar, eu deveria sair do pc do mesmo jeito. Tudo bem. Eu vou comprar os brigadeiro da minha mãe e sai do pc como ele mandou. Só fico chateada pela tentativa dele de se fazer superior, mesmo sendo um pobre coitado que não tem onde cair morto.

Apesar de eu odiar meu pai, sempre desejar que ele vá embora e nunca mais volte, eu sempre o tratei direito, “bom dia” “oi pai” “tchau pai”…, e apesar de ele já ter feito isso outras vezes, me humilhar, eu sempre tentei manter um clima agradável, mesmo tendo que ser um pouco falsa. Mas ontem, domingo, essa tentativa de me fazer sentir inferior foi a gota d’água,

Eu não estou revoltada, eu não estou com raiva e nem chateada, meu pai simplesmente fez por onde merecer e a partir de hoje eu nem mesmo olho para ele. Vou ter que conviver com ele mais um pouco, mas ele vai sentir na pele o que é ser desprezado. Se isso o deixar mais irritado, eu também não estou me importando com isso. Se ele continuar de baitolagem, só vai me provar cada vez mais que nem mesmo minha consderação ele merece.


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25.05.2009 | daily, fun